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O antes e o depois do café colonial

Foto: GC

Mesa farta para um público em busca de iguarias criadas a partir de releituras ancestrais, algumas registradas por escrito outras revisadas pela oralidade. O certo é que tudo era novidade.

O Café Colonial criou e recriou vários hábitos e costumes, inclusive introduziu no ideário regional um novo conceito: ir a Gramado para tomar um café colonial.

Dentro deste movimento a hospedagem era aleatória, contudo, a saciedade era sentar-se à mesa de um café colonial. Entre o turista (parada estratégica) e o visitante (eventual no fim de semana),a linha divisória era a intenção.

O Café Colonial abriu uma série de outras atividades: móveis especialmente produzidos, costureiras retomaram às máquinas de costura, enxoval de mesa dentro de uma linha clean, fogões a gás maiores e mais potentes substituíram os fogões à lenha, e, atualmente, máquinas de lavar louças modernas, fritadeiras elétricas, exaustores entre outros itens fazem do mobiliário.

É comum o turista reservar um dia para ir ao Café Colonial.

Essa prática se espalhou para as diversas regiões do Estado além de ser um grande diferencial estar presente nos fantur, encontros onde são apresentados as peculiaridades das regiões de destinos.

Marcado como um item, ou um requisito de identidade é comum que toda a bateria de um café colonial seja levada ao Palácio do Governo, aos mesaninos de aeroportos ou em grandes salões como demonstração de consumo.

Uma das estratégias para garantir a presença do cliente são vastos estacionamentos no entorno das casas. Recepcionistas, gerentes e uma garçonaria qualificada circulam pelo interior apresentando as delícias da casa.

Hoje, passados mais de quarenta anos dessa prática o comensal também recebe à mesa além do café, leite, chás e sucos, um vinho.

Publicado originalmente em gramadoempauta.com.br.

O conteúdo desta coluna é de total responsabilidade do autor.

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