Todas as notícias
Colunista

Chuva e frio - Gramado, uma cidade intensa

Foto: GC

Vieram os hotéis, logo em seguida as casas de café colonial e restaurantes que dividem a geografia, às vezes apertada, ao longo das calçadas. E não só no período invernal casas de fondues cafeterias e casas de chocolate (inúmeras), criam e recriam fórmulas ancestrais do cacau e casas de café colonial dão as boas vindas nos 365 dia do ano.

As ruas se movimentam e cada gota de chuva se transforma num ritual; batiza todos, residentes no percurso do casa/trabalho e os turistas em busca do melhor ângulo para as derradeiras selfies.

Uma onda de guardas chuvas, sombrinhas e capas plásticas saem do depósito das lojas e param nas portas de entrada. Alguns hotéis investem em guardas chuvas personalizados com suas logos distribuindo sua presença pelas calcadas. Isso mostra o status do turista.

A chuva, o frio e a neblina ou cerração, como chamamos por aqui não é motivo de segurar o hóspede; todos saem às ruas num vai e vem hipnótico.

Nos cruzamentos não há semáforos, somente faixa de segurança o que é respeitado por condutores e pedestres.

Nos dias de frio extremo ainda há possibilidade de observar as chaminés conduzindo a fumaça numa conjuntura poética e pela forma como ela é conduzida pelo vento, a tradição oral sabe informar as condições do tempo nas próximas horas.

A neblina tem um capítulo especial no ideário do turista.

Assim é o cotidiano tanto de quem nos visita quanto o nosso que trabalhamos para dar segurança e conforto a quem nos visita, seja com chuva com frio ou com neblina.

Todos são bem vindos.

Publicado originalmente em gramadoempauta.com.br.

O conteúdo desta coluna é de total responsabilidade do autor.

Comentários

Carregando comentários...