Todas as notícias
Colunista

Indústria combina com turismo

Ao longo dos seus mais de 70 anos de história como município, Gramado vivenciou ciclos econômicos industriais que ajudaram a definir o seu atual momento. E todos eles estavam associados ao turismo. Mesmo o calçadista que teve como seu principal expoente a Calçados Ortopé. A empresa divulgou a cidade em todo o Brasil através de comerciais em TV com a música “Ortopé, Ortopé, Tão Bonitinho…”
No seu auge, ela foi a responsável pelo patrocínio dos principais eventos de Gramado, como o Festival de Cinema. Também foi a principal patrocinadora da ampliação do Cine Embaixador, transformado em Palácio dos Festivais em 1987. A frente dos negócios estava o empresário Horst Volk.
Em função da crise do setor coureiro-calçadista, em 2003, a empresa interrompeu suas atividades em Gramado, quando teve seu controle acionário vendido.
Neste segmento também se destacaram as Indústrias Rissi e Samore.
Os móveis tramados em vime e as produções de Elisabeth Rosenfeldt, no Artesanato Gramadense, foram os embriões da Indústria moveleira de Gramado. O início da indústria moveleira de Gramado iniciou em 1945, com a empresa Bertoja Móveis, de Francisco Bertoja e Ernesto Sperb.
O grande momento do setor ocorreu nas décadas de 80 e 90 quando surgiu a grife nacional chamada “Móvel de Gramado” e ocorreram feiras de móveis na cidade. Neste segmento destacam-se marcas como Masotti, Dinnebier, Kaskão, Serrano, Catucci, Casarão, Lustro e Sierra, entre outros. Ao longo dos anos, a indústria moveleira de Gramado lançou tendências que incluem os móveis rústicos, chipandelle e country.
O setor de malhas também teve impacto na economia e no turismo de Gramado, A pioneira foi Annelies Rosenfeldt Bertolucci, com a Malhas Annerose. Seguiram-se outras marcas como Lucirene, Karenine, Marichen, Fofolã, Carrossel, Eliza, Drumm e Vimaj, esta ainda com forte presença em Gramado, atualmente.
O setor de metalurgia também teve forte presença em Gramado, principalmente através das indústrias Famastil e Imetil-Tissot, ambas nascidas na Várzea Grande.
No momento, o grande fenômeno industrial de Gramado é a indústria de chocolate artesanal, com marcas consagradas nacionalmente e que, inclusive, possuem um selo de origem. A força desta atividade conferiu a Gramado o título de Capital Nacional do Chocolate Artesanal. A empresa pioneira foi a Chocolates Prawer fundada em 1976 por Jayme Prawer.
Depois da Prawer, surgiram marcas que consagraram o segmento de chocolates como Planalto, Caracol, Lugano e Florybal, que neste ano está completando 35 anos.
A força do setor se confirma com dezenas de fábricas de menor porte que fazem crescer a produção local, principalmente na temporada de Páscoa.

Publicado originalmente em gramadoempauta.com.br.

O conteúdo desta coluna é de total responsabilidade do autor.

Comentários

Carregando comentários...