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Foi o 20 de setembro

No tempo de escola era sagrado fazer fila para cantar o Hino Nacional. A diretora costumava passar por entre as filas para averiguar se estávamos com a postura correta e adequada para o momento cívico. O uniforme tinha que estar impecável; desde o kichute preto às meias brancas até o joelho, saia azul plissada e a camisa branca de botões. Confesso que achava chato, no entanto tenho que admitir que aquele tempo era um tempo realmente importante. Estou falado da década de 70 meados de 80.

No entanto quando o setembro estava para chegar se percebia uma movimentação diferente. O 7 de setembro para celebrar a nossa Independência, mas o 20, ah, o 20... A semana que o antecedia era pura alegria. Uma euforia que eu nem entendia ao certo porque não fazia muito sentido celebrar uma guerra em que não ganhamos a vitória com as armas. Mais tarde entendi que essa vitória carregamos no coração. Então o setembro chegava como um rito, uma sincronia para que tudo estivesse perfeito para as festividades. Na verdade, a parte que eu mais apreciava é que podia trocar o uniforme pelo vestido de prenda... Ah, o vestido de prenda sempre me encantava... Até hoje me encanta!

As rodas de chimarrão eram intensificadas para a semana do 20 de setembro. Os piquetes... Uma celebração única que faz muito sentido e que as escolas sejam municipal, estadual ou privada não deixar passar com o tempo como hoje não se faz mais em relação ao Hino Nacional. A semana do 20 de setembro carrega um simbolismo e uma paixão que somente quem vive o Rio Grande do Sul pode entender.

Nesse contexto as celebrações do 20 de setembro atraem cada vez mais um grande público de fora do Rio Grande do Sul. É a simpatia e curiosidade para conhecer e viver uma das celebrações e culturas mais lindas do Brasil e a Região das Hortênsias, em especial, por ser uma região com um forte apelo turístico sempre apresenta uma vasta programação que encanta tanto a comunidade local quanto os visitantes.

Assim o 20 de setembro permanece vivo desde a nossa mocidade, tendo as escolas como as grandes responsáveis por ensinar a piazada desde cedo a manter a tradição viva. E viva o 7 de setembro. Viva o 20 de setembro, “o precursor da liberdade”.

Publicado originalmente em gramadoempauta.com.br.

O conteúdo desta coluna é de total responsabilidade do autor.

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